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Com acordo na Justiça, trabalhadores da Ford retomam produção

Parte dos funcionários da empresa em Camaçari (BA) e Taubaté (SP) voltou hoje ao serviço, com garantia de emprego enquanto a negociação coletiva continua

Por Redação RBA

Publicado 22/02/2021 - 17h51

Sind. Met. Taubaté

Volta ao trabalho em Taubaté: esperança no andamento da negociação

São Paulo – Depois de seis semanas, a produção foi retomada nesta segunda-feira (22) nas fábricas da Ford em Camaçari (BA) e Taubaté (SP). O recomeço das atividades, depois do anúncio do fechamento, em 11 de janeiro, é resultado de acordos firmados nos respectivos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs da 5ª Região, na Bahia, e da 15ª, em Campinas).

Enquanto a produção é retomada aos poucos, os metalúrgicos tentam manter negociações com a empresa. Está prevista uma reunião, até quinta-feira (25), com a direção mundial da Ford.

No caso de Taubaté, o Sindicato dos Metalúrgicos da região (Sindmetau) fala em blindagem judicial tripla. A entidade lembra que, pelo acordo, a empresa deve assegurar salários e benefícios a todos os funcionários, convocados ou não para o trabalho, até a conclusão das negociações. Uma decisão liminar, na primeira instância, já havia previsto essa garantia. Além disso, existe um acordo, firmado há um ano e válido até 31 de dezembro, que prevê estabilidade no emprego.

Negociação continua

Para o retorno, hoje, a Ford de Taubaté convocou cerca de 130 funcionários, de um total de 830 da fábrica de motores e transmissões, para produzir peças de reposição. Ao longo da semana, deverão ser chamados até 330. Quem não for chamado permanece em licença remunerada. 

Em Camaçari, as negociações devem prosseguir por 90 dias, contados a partir da última quinta (18). Trabalhadores diretos e das chamadas empresas sistemistas (terceirizadas) retornam para produzir peças. O abono de faltas injustificadas de empregados convocados desde 28 de janeiro será objeto de negociação. O Ministério Público do Trabalho já havia formado um grupo de trabalho nacional para acompanhar o processo.

Rede Brasil Atual

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