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Com muita luta e pressão, Categoria consegue arrancar do STF proposta de recomposição salarial

O apagão do Judiciário Federal, promovido pelos servidores nos dias 2 e 3 de agosto pela recomposição salarial, foi encerrado com um saldo positivo. A Categoria chegou em Brasília sem nada, a não ser  a disposição para lutar. Hoje, entretanto, eles irão dormir com um pouco mais de otimismo. Fruto da insistência e da pressão junto a todas as instâncias do Congresso Nacional e do Poder Judiciário, conseguiram ser recebidos pelo diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Edmundo Veras, na tarde desta quarta-feira (03), que sinalizou com uma proposta. Segundo ele, na próxima sessão administrativa do Supremo, que deve ocorrer na terça-feira, 9,  será levada para os ministros a possibilidade de reajuste para a Categoria do Judiciário Federal.

Quando o grupo de representantes da Fenajufe voltou da reunião, todo mundo estava lá fora à espera de uma injeção de esperança, de algo de concreto, e a coordenadora-geral da Fenajufe Lucena Pacheco Martins foi quem iniciou os informes.

Esse reajuste provavelmente será concedido nos mesmos moldes do Ministério Público da União (MPU), com um percentual de 13,5%, e ainda não se sabe como será distribuído, mas pelo menos já existe essa sinalização. Bem abaixo da inflação, que no governo atual deverá fechar o ano em 30%, e os 13,5% também são abaixo dos 19,99% que os servidores estabeleceram como recomposição emergencial. Portanto, a Categoria vai ter que continuar lutando pela reposição das perdas inflacionárias ocorridas ao longo dos últimos anos. Mas não será reajuste zero, como se temia.

Conforme a coordenadora-geral da Fenajufe Lucena Pacheco Martins  o mais importante é que a pressão funcionou. "Fomos recebidos hoje por estarmos aqui juntos, fazendo esse barulho na frente do STF e pedindo para o presidente, ministro Luiz Fux, que ele encaminhe o nosso projeto de recomposição salarial".

O ato de ontem à tarde em frente do STF reuniu Servidores de todo o País, não apenas pela recomposição salarial mas também pelo Nível Superior (NS) para os Técnicos Judiciários e pelo reajuste da Indenização de Transporte (IT) dos Oficiais de Justiça. Todas essas pautas são bandeiras de luta da Fenajufe com o Sindijufe-MT e os demais sindicatos que integram a Federação.

Lucena destacou que o mais importante é que a pressão funcionou. "Fomos recebidos hoje por estarmos aqui juntos, fazendo esse barulho na frente do STF e pedindo para o presidente, ministro Luiz Fux, que ele encaminhe o nosso projeto de recomposição salarial".

Além de Lucena, estiveram na reunião os outros 2 coordenadores-gerais da Federação, Sandra Cristina Dias e Fabiano dos Santos, e, ainda, os coordenadores Thiago Duarte Gonçalves e Márcia Pissurno.

Thiago observou que os representantes da Fenajufe sabem que os 13,5% é abaixo da inflação verificada no governo Bolsonaro, que deve superar os 30% até o final deste ano. "Além disso, ainda não sabemos se o reajuste vai ser pago em janeiro, junho, julho ou dezembro, e se vai no salário-base ou na Gratificação Judiciária (GAJ), mas a sinalização é essa, essa é a perspectiva. Considerando o reajuste zero que o governo queria nos infligir, a nossa mobilização é um passo à frente, considerando a inflação que o atual governo nos deixa ainda temos muito a lutar e a conquistar, mas é importante uma perspectiva, e a nossa mobilização precisa crescer", disse ele.

O ato desta tarde em frente do STF reuniu Servidores de todo o País, não apenas pela recomposição salarial mas também pelo Nível Superior (NS) para os Técnicos Judiciários e pelo reajuste da Indenização de Transporte (IT) dos Oficiais de Justiça. Todas essas pautas são bandeiras de luta da Fenajufe com o Sindijufe-MT e os demais sindicatos que integram a Federação.

Ato na Câmara

Pela manhã, nesta quarta-feira de apagão judiciário os Servidores do Judiciário e de várias outras categorias do funcionalismo público lotaram o Anexo 12 da Câmara em ato pela valorização do serviço público, recomposição salarial e outras pautas comuns e específicas. A mesa foi presidida pelo coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), David Lobão, e um dos destaques entre os participantes foi a presença do deputado federal Rogério Corrêa (PT-MG), que é um dos coordenadores da Frente Parlamentar do Serviço Público.

Ato em Mato Grosso

Enquanto os diretores do Sindijufe-MT Luis Borges e Walderson de Oliveira participaram dos atos de ontem e hoje em Brasília representando Mato Grosso durante o Apagão Judiciário, também teve 48 horas de greve na base, com mobilização na Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e Justiça Federal. Em Mato Grosso, os atos no TRE, TRT e Justiça Federal aconteceram com a participação da diretora licenciada do Sindijufe, Juscileide Rondon, e os 2 dias de greve foram concluídos com o anúncio de  12 novas filiações. Sinal de que o trabalho que o Sindicato vem fazendo vem sendo avaliado positivamente pela Categoria.

Luiz Perlato - SINDIJUFE/MT

 

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