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Coordenador da Fenajufe pede maior engajamento pela recomposição salarial

"A gente tem que ter consciência que as coisas não vêm de graça, não vêm do céu, é preciso lutar, é preciso se envolver, é preciso engajamento. O tamanho do reajuste será do tamanho do nosso engajamento. Se tivermos um engajamento maior, a recomposição vai ser maior, e se o engajamento for menor, é zero ou uma recomposição menor".

Foi o que disse hoje (02) o coordenador da Fenajufe Thiago Duarte Gonçalves, ao final do primeiro dia do Apagão Judiciário em Brasília. Segundo ele, "acordar" os Servidores é um grande desafio. Apesar disso, ele considerou que o balanço do primeiro dia do apagão foi positivo. "Estamos com bastante gente da Federação e dos sindicatos filiados, mais de 100 colegas de todo o Brasil, e a perspectiva para amanhã é de um grande ato no STF para arrancarmos a recomposição salarial e tirar os servidores do judiciário do zero, que é o que o governo Bolsonaro quer para nós", concluiu.

Semana decisiva

Para o coordenador-geral da Fenajufe Fabiano dos Santos, esta semana é realmente muito importante,  porque o dia 12 é o prazo estabelecido pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para que os poderes legislativo e judiciário encaminhem suas respectivas propostas de orçamento para o Ministério da Economia. "Essa proposta tem que sair semana que vem, para o Supremo Tribunal Federal (STF).  O momento de estabelecermos uma pressão no STF é agora, e cobramos para quer seja incluído na proposta orçamentária que vai ser parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023. É nessa toada, inclusive, que amanhã vamos fazer um ato em frente ao Supremo, com outras categorias do funcionalismo, e nesse sentido também estivemos acompanhando outras entidades do funcionalismo numa reunião hoje do Ministério da Economia, pra cobrar do governo como um todo um posicionamento pela recomposição dos 4 anos do governo Bolsonaro em que nenhuma categoria teve qualquer tipo de reajuste".

Conforme Fabiano, essa pauta é unitária do funcionalismo, porque cada categoria tem as suas perdas específicas. "O judiciário, por exemplo, teve um último projeto de recomposição numa data, os docentes das universidades federais em outra, trabalhadores do INSS, enfim, cada um tem perdas específicas acumuladas. Como nenhuma categoria do funcionalismo civil teve qualquer tipo de recomposição nesses 4 anos do atual governo, a todas elas é comum os 19,99% dos 3 primeiros anos do governo, e agora a inflação projetada até o final desse ano. Em 6 de junho no Boletim Fox desse ano, ela estava projetada a 8,89%. Portanto, isso coloca acima de 30% o índice projetado acumulado para esses 4 anos, e essa é a nossa reivindicação conjunta de todo o funcionalismo. É a reivindicação que estamos levando para o STF, e é a revindicação dos demais servidores estão trazendo também para o executivo, para que a gente possa começar a discutir sobre como a gente recupera as nossas perdas anteriores. No nosso caso específico do judiciário, só pra vocês terem uma ideia, a gente já está em mais de 65% de perdas desde o PCS de 2006".

Previsões de orçamento

Tendo em vista que o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) sinalizou um reajuste do auxílio-alimentação e dos demais auxílios para os servidores da Justiça do Trabalho para o orçamento do ano que vem.  a Fenajufe oficiou o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Supremo Tribunal Militar (STM) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , para que também façam o mesmo que o CSJT fez. "Se a gente não tivesse oficiado essas entidades, talvez as outras justiças não fossem também contempladas. Foi uma ação importante da Fenajufe", disse a coordenadora da Federação Márcia Valéria Ribas Pissurno.

Márcia ressalta que as previsões de orçamento devem ser encaminhadas até o dia 12 de agosto. "O Ministério Público da União (MPU), por exemplo, já fez a previsão deles e encaminhou para o Ministério da Economia a previsão de reajuste deles, que , no entanto não falou nada a respeito dos auxílios, apenas reajuste salarial dividido em 3 vezes, o 13,5%. Tudo bem que não é nem perto do índice que a nossa categoria quer, e a gente não concorda, mas a sinalização já foi feita, pelo menos. Já o CSJT fez a sinalização para o reajuste do auxílio-alimentação e dos outros benefícios. De posse dessa informação a Fenajufe também pediu que os demais conselhos façam o mesmo e sigam o exeplo do CSJT, porque percebemos que se não fosse cobrado eles iam ficar calados, porque é uma previsão orçamentária. O certo é pedir, porque temos regime jurídico único, mas de toda forma tomamos a nossa precaução".

Com relação à recomposição salarial dos servidores do judiciário federal, Márcia Pissurno destacou que até agora há um silêncio total. "O ministro Luiz Fux, presidente do STF, recebeu a Fenajufe em fevereiro e falou que ia  pautar o reajuste na sessão administrativa do Supremo, mas até agora não fez nada. Então, essa semana é decisiva, pois o dia 12 está chegando", completou.

Atos no aeroporto e no Senado

Pela manhã, após o ato no aeroporto, houve uma manifestação em frente do Senado, porém a maioria dos manifestantes não entrou. Lá dentro acontecia um ato sobre a situação do processo eleitoral, em que  o governo vem colocando em dúvida a credibilidade do sistema de votação. Vários senadores se manifestaram dizendo que não vão admitir esse tipo de coisa, assim como várias entidades. Segundo eles, o sistema é seguro, e lembram que o governo atual, inclusive, foi eleito pelo sistema atual, do voto eletrônico, o mesmo sistema que agora ele está criticando. "O cara foi deputado por vários mandatos, e só agora e só agora vem criticar o sistema de votação", observou Maria Ires Graciano Lacerda, suplente do Conselho Fiscal da Fenajufe.

Luiz Perlato - SINDIJUFE/MT

 

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