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Pauta prioritária do momento é a preservação da vida dos servidores, dirá o SINDIJUFE-MT à Justiça Federal

Os servidores da Justiça Federal em Mato Grosso desejam a continuidade do trabalho remoto por tempo indeterminado, em razão da Covid-19. Este foi o encaminhamento da assembleia geral extraordinária, virtual, realizada ontem (29)pelo SINDIJUFE-MT, nos mesmos moldes da assembleia por videoconferência da última sexta-feira.

A proposta, que será comunicada pelo Sindicato à Diretoria do Foro da Justiça Federal, foi aprovada por unanimidade, com a participação do advogado Bruno Boaventura, assessor jurídico do SINDIJUFE-MT e do presidente do Sindicato, Walderson Oliveira, que conduziu a assembleia.

Para o advogado do SINDIJUFE-MT, a pauta prioritária do momento é preservar a vida do servidor. Este será o teor de um documento que a Assessoria Jurídica emitirá nas próximas horas para a administração do tribunal, mencionando, dentre outras coisas, que o Centro-Oeste tem hoje o maior aumento proporcional de casos de Covid-19, e que Mato Grosso é o estado do Centro-Oeste com mais mortes registradas pela Covid-19;

Que faltam UTIs no Estado e as redes hospitalares públicas e privadas encontram-se saturadas e, portanto, sem condições de atender novos pacientes com coronavírus;

Que os riscos de contágio da doença são muito altos, principalmente pelo fato de muitos infectados resultarem como pacientes assintomáticos, podendo transmitir a doença sem saber nem mesmo que estão com Covid-19;

E que, se a produtividade dos servidores em home office aumentou, se o trabalho remoto for mantido o Tribunal estará, desta forma, garantindo a segurança de saúde dos seus servidores, sem prejuízo nas metas a serem cumpridas no trabalho.

Fundamentações

Em suas ponderações, os servidores da JFMT elencaram diversas razões que justificam a permanência em home office, começando pela produtividade no Tribunal. Conforme os dados, a produtividade dos servidores neste período tem sido nitidamente superior à do trabalho presencial. Ao mesmo tempo, os servidores apontam, de modo geral, que, claramente não é possível retornar agora, e nem nos próximos meses, pois isso iria expor os servidores ao risco muito mais do que no início da pandemia.

Eles fundamentam que o perigo de contágio no prédio da JF é potencializado por alguns problemas existentes: não se podem abrir as janelas, pois qualquer rajada de vento derruba as placas do teto, com bordas  altamente cortantes. Além do mais o térreo é altamente frequentado pelos jurisdicionados dos juizados, criando grandes aglomerações. Lembram, ainda, que há servidores e familiares contagiados.

Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT

 

 

 

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