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Sindicato negocia com TRT a possibilidade de reposição de tarefas para quem aderir à Greve contra Reforma da Previdência

Em reunião na presidência do TRT23, na manhã de ontem (06/06), o SINDIJUFE-MT formalizou pedido para que as horas não trabalhadas pelos servidores que aderirem à greve nacional de 14 de junho contra a Reforma da Previdência sejam compensadas mediante reposição das tarefas não realizadas em decorrência da paralisação. A presidente do Tribunal, desembargadora Eliney Bezerra Veloso, comunicou que analisará a matéria e emitirá decisão, cientificando a entidade sindical de sua deliberação, no mais breve prazo.

 

A reunião, de última hora,  foi solicitada pela presidente do TRT, que agradeceu à diretoria do Sindicato por tê-la atendido. O SINDIJUFE-MT foi representado pela sua presidente, Jamila Abrão, e pelos diretores Jamil Benedito da Costa Batista e Rodrigo Ferreira de Carvalho, acompanhados da coordenadora da Fenajufe Juscileide Maria Rondon Kliemaschewsk. Pela Administração, além da desembargadora Eliney participaram do encontro o juiz auxiliar da Presidência, Angelo Henrique Peres Cestari, e o secretário-geral da Presidência, Marlon Carvalho de Sousa Rocha.

 

A Desembargadora iniciou a reunião informando que tomou conhecimento da comunicação do Sindicato sobre a deflagração da greve, por prazo determinado, a ocorrer no dia 14/06/2019. Sustentou que, na condição de gestora do Tribunal, deve pautar-se pelos princípios gerais que regem a Administração Pública, sem olvidar as diretrizes fixadas pelo STF, que já deliberou pela obrigatoriedade de corte do ponto e respectivo desconto salarial para os servidores que aderirem ao movimento grevista, ressalvada a possibilidade de que, para fins de permitir o legítimo exercício do direito de manifestação e de greve, os servidores interessados utilizem as horas-crédito de que dispõem para participação.

 

AMPLITUDE NACIONAL

 

Os representantes do Sindicato explicaram tratar-se de um movimento nacional, que abrangerá todas as categorias profissionais, públicas e privadas, com a intenção de paralisar todos os serviços, como forma de demonstrar a insatisfação com a reforma da Previdência. A presidente do SINDIJUFE-MT, ponderou que a manifestação do próximo dia 14 de junho será uma greve de 24 horas e que a intenção é parar o País e "enterrar" o projeto de Reforma da Previdência.

 

Neste sentido, Jamila Abrão informou que a Categoria em Mato Grosso formou, inclusive, um Comando de Greve, tendo em vista que este é um momento crucial para os trabalhadores, notadamente para os servidores públicos. "Entendemos o lado da Administração, mas o nosso compromisso é a luta em defesa dos direitos dos servidores, a quem queremos conscientizar  de que a parte lesada por esta reforma somos nós, e por isso somos nós quem devemos nos interessar em nos defender. O papel do Sindicato, neste momento, é conscientizar os servidores de que vale a pena abrir mão de 1 dia de trabalho para defender os nossos direitos de aposentadoria", declarou.

 

O SINDIJUFE-MT realçou o seu papel de defensor dos interesses da categoria e, portanto, exercerá uma atuação de protagonismo na mobilização das categorias que compõe o Judiciário e demais serviços públicos para conduzir uma manifestação consistente no dia 14/06/2019, a fim de evitar a aprovação da Reforma da Previdência. Foi, portanto, reiterado pelo Sindicato o pedido para que as horas não trabalhadas pelos servidores que aderirem à paralisação sejam compensadas mediante reposição das tarefas não realizadas em decorrência da greve e que comunicará a categoria sobre a deliberação que vier a ser adotada pela Administração.

 

Falando em nome da categoria  em Mato Grosso e também da Fenajufe, a servidora Juscileide Rondon sugeriu que a desembargadora Eliney converse com os servidores e ajude a convencê-los a participar integralmente das ações de 14 de junho contra a Reforma da Previdência. "A gente sabe que a senhora sujeita à questão legal enquanto gestora do Tribunal, mas a senhora pode minimizar ao máximo os impactos que os servidores sofrerão durante sua ausência do trabalho neste dia. A Administração pode ser maleável", sugeriu ela, destacando que a luta da Categoria é reconhecidamente justa.

 

"Estamos num momento difícil da vida política do País, em que nós, servidores públicos, estamos sendo jogados para patamar mínimo, e se não lutarmos contra esta situação teremos uma péssima aposentadoria. Esta é uma luta desigual, em que todos devem se engajar, pois é de suma importância termos um olhar mais aprofundado e garantir que esse Estado não sugue tudo o que construímos ao longo dos anos através de nossas lutas. Vejo gente desamparada nas ruas, vejo idosos que não têm onde morar, e esta não é a sociedade que eu quero", concluiu Juscileide.

 

Na pessoa de sua presidente, Jamila Abrão, o SINDIJUFE-MT agradeceu a atenção do Tribunal e manifestou que comunicará a Categoria sobre a deliberação que vier a ser adotada pela Administração.

Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT



 

 

 

 

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